Arquivo para a categoria 'rally dakar – internacional'

16
jan
12

Rally Dakar: Felipe Zanol é o melhor das Américas

Felipe Zanol emplaca o título de melhor das Américas

Em sua primeira participação, piloto mineiro faz história no Rally Dakar com o décimo lugar entre as motocicletas

Zanol largou no dia 1º de janeiro de Mar Del Plata, na Argentina, e seguiu para o Chile até chegar nas trilhas peruanas

Felipe Zanol entrou para a história do Rally Dakar neste domingo, dia 15, ao cruzar a rampa de chegada na Praça de Armas, em Lima, capital do Peru. Em sua primeira participação no maior evento off-road do planeta, o brasileiro foi o melhor piloto das Américas e conquistou um lugar no batalhão de elite das motocicletas, a décima posição na classificação geral. “É uma satisfação muito grande completar o Dakar e ainda com este resultado excelente”, comemorou o atleta, dizendo ter terminado a prova com dever cumprido.

O mineiro Zanol deixou sua marca na história do Rally Dakar com o décimo lugar entre as motocicleta

O piloto tirou muitas lições no desafio. “O Dakar é algo inimaginável. Por mais preparado que você esteja, a prova impressiona pelas dificuldades. Fica a vontade de querer voltar, e, agora, com uma noção de planejamento muito maior e a possibilidade de manter e, quem sabe, ainda evoluir esta posição na classificação geral”, explicou.

O caminho não foi nada fácil até a chegada. Os competidores largaram no dia 1º de janeiro de Mar Del Plata, na Argentina, e seguiram para o Chile até chegar nas trilhas peruanas. O percurso totalizou 7.767 quilômetros para motocicletas, sendo 4.080 deles de trechos cronometrados. “O fato de completar a prova muito bem fisicamente e com uma moto impecável me deixa ainda mais feliz”, continuou o primeiro mineiro no Dakar.

Foram 14 dias de prova – a sexta etapa foi cancelada por conta do mau tempo na Cordilheira dos Andes, na fronteira entre a Argentina e o Chile. “O que mais dificultou para mim foi a falta de experiência, mas fui adquirindo confiança e aprendendo a navegação da prova”, avaliou. “A felicidade é enorme por ter conseguido representar não apenas Minas Gerais, mas todo o Brasil”, concluiu.

Foto: Marcelo Maragni/Red Bull Content Pool

Por: Exata Comunicação

17
jan
11

Rally Dakar 2011 – Final, os campeões: Motos, Carros e Caminhões

Coma nas motos, Nasser/Tino nos carros, Chagin/ Savostin /Shaysultanov nos caminhões

Nas motos o espanhol Marc Coma - Divulgação

A última e 13ª especial do Dakar 2011 Argentina Chile aconteceu no sábado, dia 15/01. Nas motos o espanhol Marc Coma, com KTM chegou à sua terceira vitória na história do no Dakar. Líder da prova desde a 4ª etapa, Coma largou com 16 minutos de vantagem sobre o francês Cyril Despres (KTM) e manteve o controle.

A etapa relativamente curta, 181 km dos totais 826 que trouxeram os competidores de Córdoba para Buenos Aires, acabou se transformando num pesadelo para o chileno Francisco “Chaleco” Lopez (Aprilia 450), que também havia acabado terceiro no ano passado. Ele perdeu o terceiro lugar no pódio desta edição para o português Helder Rodrigues (Yamaha 450) devido a quebra do amortecedor traseiro de sua moto no km 159, ou seja, apenas 22 km do fim. Para Rodrigues, que terminou em quarto no ano passado, é um sonho tornado realidade.

O brasileiro Jean Azevedo terminou na 7ª colocação com uma KTM 690.

Timo Gottschalk, Kris Nissen e Nasser Al-Attiyah - Divulgação

Nos carros não havia muito suspense. A dupla formada pelo piloto do Qatar Nasser Al Attiyah e o alemão Timo Gottschalk, com um protótipo Volkswagen Race Touareg 3 chegou a sua primeira vitória. Eles partiram para esta 14ª etapa com mais de 48 minutos de vantagem sobre seus companheiros de equipe, o sul-africano Giniel de Villiers e o alemão Dirk von Zitzewitz. Os espanhóis Carlos Sainz/ Lucas Cruz, também da equipe azul, completaram o pódio.

A prova começou com três carros lutando lado a lado pela vitória. Inicialmente Carlos Sainz/ Lucas Cruz assumiram o comando da prova, mas nunca se distanciaram de Nasser Al Attiyah/ Timo Gottschalk e do BMW X3 dos franceses Stéphane Peterhansel/ Jean-Paul Cottret. No início da segunda parte da prova, muitos pneus furados e um superaquecimento no motor afastaram os franceses da disputa direta pela vitória. Os dois Volkswagen então repetiram o duelo travado em 2010, quando Sainz/ Cruz levaram a melhor por apenas 2 minutos. Os dois carros andavam acima do limite que acabou provocando pequenos erros e uma quebra da suspensão dianteira direita do Touareg de Sainz/ Cruz. Nasser/ Timo conseguiram controlar os nervos e venceram com uma vantagem maiúscula de 48 minutos sobre Giniel De Villiers/ Dirk von Zitzewitz, vencedores de 2009. Ao espanhol restou o consolo de vencer a última especial, a 7ª ganha no Dakar 2011. Isto o leva a um total impressionante de 24 vitórias em etapas na história do Dakar, uma a mais que o francês Stéphane Peterhansel na categoria carros.

A dupla brasileira Guilherme Spinelli/ Youssef Haddad, com Lancer, ficou com a 9ª colocação. Marlon Koerich / Emerson Cavassin com Pajero ficaram com a 14ª colocação.

Vladimir Chagin/ Sergey Savostin/ Ildar Shaysultanov

Na categoria caminhões também não havia dúvida que os caminhões Kamaz venceriam. Seus principais adversários não completaram a prova. O Iveco de De Roy abandonou ao final da primeira especial e o Tatra de Loprais chegou a vencer duas especiais, mas também não cruzou a linha final. Então a disputa ficou em casa, entre os trios Vladimir Chagin/ Sergey Savostin/ Ildar Shaysultanov e Firdaus Kabirov/ Aydar Belyaev/ Andrey Mokeev, que se alternaram na liderança. Chagin e Kabirov já haviam vencido a prova, mas no final Chagin chegou a seu sétimo título.

O pódio da categoria quadriciclos ficou para o argentino Alejandro Patronelli, irmão mais velho do vencedor de 2010, Marcos Patronelli. Alejandro administrou inteligentemente a corrida.

Esta foi a 33ª edição do Rally Dakar, a terceira na América do Sul. A largada foi no dia 01/01 em Buenos Aires, com 407 veículos (170 motos, 30 quadriciclos, 140 autos e 67 caminhões) para um percurso de quase 9.500 km. Apenas 94 motos, 12 quadriciclos, 50 carros e 41 caminhões completaram o percurso da prova.

Por Klever Kolberg, blogueiro do ESPN, www.espn.com.br

 

 

 

- RADICAL-X Emoção é o nosso esporte!

14
jan
11

Rally Dakar 2011: acidente fatal ontem e estradas estreitas e piso arenoso hoje, marcam os últimos dias do rali.

Rally Dakar 2011: acidente fatal marcou a antepenúltima etapa ontem e estradas estreitas e piso arenoso perigoso será o diferencial hoje na penúltima etapa.

Penúltima etapa será marcada por dificuldades. Foto: Divulgação. (carro de Eduardo antes do acidente).

A quinta-feira, passada (ontem), a antepenúltima etapa do rali poderia ter ficado marcada por ter a especial mais longa do Rally Dakar. Também poderia entrar na memória pelos problemas com Carlos Sainz, que praticamente deram o título a Nasser Al-Attiyah nos carros. Mas a principal notícia do dia é bem mais triste: ocorreu a primeira morte desta edição.

O carro dos argentinos Eduardo Amor e Alejandro Horacio bateu em um veículo de passeio, resultando no falecimento do condutor do outro carro. Identificado como Marcelo Morales, de 42 anos, o condutor não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital de Tinogasta, no Chile.

Além do acidente fatal, a antepenúltima etapa teve algumas novidades. A começar pela redução em 100 quilômetros do percurso, que teve 522, em razão das chuvas. Nas motos, Cyril Despres diminuiu em 2min11 a vantagem de Marc Coma, depois de vencer a especial de hoje.

O problema é que o francês segue com uma diferença considerável para o regular piloto espanhol – Coma parte para os dois dias finais com 15min59 de frente para Despres. A punição de 10 minutos imposta pelos organizadores complicou bastante a vida de Despres.

Eduardo Amor / Alejandro Horacio Fenoglio chocaram-se com um carro de passeio - Foto: AFP PHOTO

Já nos carros, Carlos Sainz viu o sonho de faturar o bicampeonato ficar bem perto do fim depois de uma quebra hoje. Sainz acabou apenas em 14º lugar (a 1h14min50 do mais rápido). Para piorar a situação do espanhol, a vitória acabou com Nasser Al-Attiyah, que já era líder. Agora, o piloto do Qatar lidera com 51min49 para Giniel de Villiers. Sainz aparece em terceiro, a 1h27min27.

Por fim, nos caminhões, o russo Vladimir Chagin venceu pela sexta vitória em 11 etapas. O russo da Kamaz percorreu o trajeto em 5h12min02, ampliando sua vantagem na classificação geral para Firdaus Kabirov, que foi apenas o terceiro – entre eles, acabou o espanhol Pep Vila.

Após a etapa, Chagin pôs uma das mãos na taça. A diferença para o vice-líder Kabirov é agora de 30min31. Vale lembrar que Chagin estava atrás de Kabirov até a última terça-feira.
Nesta sexta-feira o rali chega a penúltima etapa, será um trajeto reduzido para os caminhoes, mas para os restantes dos competidores vai ser muito difícil e tem que ter muita prudência, principalmente nos primeiros 100 quilômetros.

É um terreno muito estreito para caminhão, e foi nessa região que no ano passado teve o único acidente sério de caminhão. Foi um capotamento a alta velocidade, justamente por causa dessas estreitas estradas que têm nesse piso arenoso.

Radical-X – Fonte: Webventure – Fotos: divulgação.

09
jan
11

Rally Dakar 2011 recomeça após dia de descanso com abandonos

Zé Hélio está fora do Dakar 2011, após ter fraturado a clavícula.

Rally Dakar 2011 recomeça após dia de descanso com quase 130 competidores a menos.

O Rally Dakar 2011 segue perdendo competidores a cada etapa. A dureza das últimas especiais, que incluíram grandes trechos de dunas no Deserto do Atacama, causou ainda mais abandonos. Neste domingo (9), o maior rali do mundo recomeçou após o dia de descanso com 127 veículos a menos do que na largada em Buenos Aires.

O prejuízo maior foi entre os carros: já foram 48 abandonos. Mesmo assim, 92 veículos ainda seguem na disputa. Os números são parecidos nas motos, que tiveram 16 pilotos saindo da competição somente na sexta etapa, a última antes do descanso, disputada na sexta-feira (7). Até agora, são 45 abandonos e 125 motos ainda no páreo.

Nem os caminhões, com toda a sua resistência, têm passado imunes à dureza das últimas especiais. Já são 21 abandonos, enquanto 46 seguem na categoria. Entre os quadriciclos, por sua vez, a porcentagem é muito alta se considerada o baixo número de participantes. Foram 13 abandonos e apenas 17 veículos continuam no Dakar 2011.

Dentre os numerosos abandonos, estão dois dos seis veículos pilotados por brasileiros no maior rali do mundo. No mesmo dia, na última sexta, Zé Hélio deixou a disputa nas motos e o piloto André Azevedo e o navegador Maykel Justo abandonaram nos caminhões. Pior para Zé Hélio, que sofreu um acidente grave e quebrou a clavícula e está fora da competição.

Fonte: Webventure/ foto: Speedbrain

03
jan
11

Rally Dakar edição 2011 – Argentina/ Chile

America do sul recebe o rali pela terceira vez.

Rally Dakar edição 2011: pilotos comentam sobre a primeira etapa

O Rally Dakar 2011 terá aproximadamente 9.500 quilômetros, sendo 5.000 de trechos contra o relógio. Além da Argentina, os competidores também passarão pelo Chile até seu término, em 16 de janeiro, retornando à Buenos Aires.

Recheado de surpresas o Rally sempre coloca à prova a habilidade e potencial dos pilotos mais experientes:

Para Cyril Despres, tudo começou muito cedo. “A primeira etapa não apresentou muito frio na região, porém a rota foi muito sinuosa, pelos 440 km de especial do dia. O mais importante é se manter focado”.

“Primeira etapa foi extremamente técnica e os próximos dias vão dizer como a edição se desenvolverá”, comentou Marc Coma.

Nos Carros Stéphane Peterhansel comentou que foi um início difícil, “Uma fase bonita de especiais, com prova muito versátil e rápida. Em alguns lugares a terra parecia apenas barro, sem aderência nenhuma, e o mais importante era não perder tempo.”

Para Carlos Sainz “Tivemos muita chuva por cerca de 20 km e as vezes não conseguíamos ver nada pela frente, além disso tivemos problemas também com os limpadores de pára-brisa que pararam de funcionar, mas agora tudo bem”.

Nos Quadriciclos Marcos Patronelli teve problemas elétricos. “Tive que parar depois de 15 km para consertos, o que me fez perder tempo. Tudo deu muito errado, além da chuva que atrapalhou muito também, mas ainda estamos no ínício.”

Nesta segunda-feira (03/01) pilotos enfrentam um total de 764 km sendo 324 km de especial entre Córdoba/San Miguel de Tucumán.

[Divulgação]

VEJAM O VIDEO (RESUMO) DA 1ª ETAPA:

16
jan
10

Tvs da Argentina dão como certo o retorno do Dakar à África

A prova na America do Sul, agradou os participantes - foto: webventureOs canais de notícias da Argentina já se despedem do Rally Dakar. Isso porque há rumores que a prova volte ao continente africano, onde nasceu e permaneceu por 30 anos.

Embora a organização do Rally Dakar só vá divulgar sua decisão no fim do mês de janeiro, há diversas possibilidades sendo cogitadas para 2011, como a largada na Espanha ou mesmo em Portugal, onde partiu nas últimas edições, antes de vir para a América do Sul.

“Aqui na Argentina já ouvimos várias suposições sobre onde será a próxima edição do Rally Dakar. Uma delas, que acredito que seja a mais coerente, é a de que a prova teria início em Mônaco e passaria pela Tunísia, Líbia e Egito”, comentou o piloto André Azevedo, que aguarda sua equipe na chegada da prova, em Buenos Aires. “Já eu gostaria que a prova continuasse na América do Sul, pois os locais que percorremos são tão difíceis e variados quanto na África. Aliás, se eu fosse ‘abduzido’ e levado para o Deserto do Atacama, não saberia distinguir se era um deserto daqui ou o Saara”, afirma o piloto.

A equipe Volkswagen, através de seu diretor Kris Nissen, também manifestou o desejo da prova continuar na América do Sul. “Para a Volkswagen é melhor que o Dakar continue aqui, com todas as possibilidades de estrutura e os cenários também. É bem claro que o sucesso das duas últimas edições é porque correr na América do Sul é muito melhor do que na África, em países que não temos mercado e que não são estáveis. Todas as edições da prova que fiz na África haviam mudanças de planos diariamente, pela falta de estabilidade e dificuldade de planejamento”, disse ele.

Apoio popular – Diferentemente da prova na África, na América do Sul o público participa ativamente da prova, torcendo e vibrando pelos pilotos durante todo o percurso. Grande parte dos pilotos também prefere que a prova continue na Argentina e Chile, por julgar que o percurso e as dificuldades da prova são bem parecidas com as da África, mas com condições ainda melhores.

[Por: Thiago Padovanni/ fotos: Webventure]

  

16
jan
10

Despres agora é tricampeão do Dakar

Despres agora é tricampeão do Dakar - Foto: David Santos JrA organização do Rally Dakar bem que tentou acabar com a hegemonia da KTM nas motos, mas o talento do francês Cyril Despres falou mais alto. O piloto garantiu neste sábado seu terceiro título da prova mais difícil do mundo nos últimos seis anos – havia ficado com a taça em 2005 e 2007. “Houve a restrição das cilindradas na moto, mas eu tinha certeza de que minha experiência e capacidade de acelerar dentro de um rali poderiam fazer a diferença”, justifica Despres, se referindo à redução de potência imposta pelo Dakar, com a redução da entrada de ar nas motos de 690cc. O caminho do francês até o título foi dos mais tranquilos. Vice-líder do rali nos dois primeiros dias, ele assumiu a ponta durante a terceira especial e não mais a abandonou. Para se ter uma ideia do domínio de Despres, vale lembrar que ele chegou para a etapa decisiva, neste sábado, com mais de uma hora de vantagem para os concorrentes.

A missão de Despres foi facilitada devido à turbulenta participação de seu grande rival, o espanhol Marc Coma, que teve uma série de incidentes e punições – a somatória das penalizações resultaram num acréscimo de 6h22min em seu tempo total. Alheio aos problemas de Coma, Despres disparou na frente e fechou a edição 2010 com três vitórias e muita regularidade. Nascido em 24 de janeiro de 1974 em Fontainebleau, na França, o mais novo campeão do Dakar é um boa praça. Apaixonado por velocidade, ele ainda consegue tempo para curtir enquanto corre. Numa de suas passagens pelo Rally dos Sertões, o piloto chegou a conhecer de perto as dunas brasileiras. Em terras nacionais, também faturou dois títulos do Sertões. Sempre ele – Despres não se cansa de mostrar que pode fazer bonito independentemente do terreno. Além do tricampeonato no Dakar, ele ainda tem três vice-campeonatos (2003, 2006 e 2009) e um terceiro lugar (em 2004) na competição. O sucesso do francês é a prova de que a persistência compensa.

A pobre infância em Paris, capital da França, não o impediu de estar perto das grandes máquinas. Para juntar dinheiro, ele foi mecânico até 2001. Conseguiu sua primeira moto aos 18 anos, mas seguiu trabalhando com graxa, correntes, motores, suspensões… A grande oportunidade de sua vida surgiu quando tinha 20 anos. Chamado para uma competição, ele andou entre os primeiros e despertou a atenção de empresários franceses.

Em 1998, fez sua estréia entre os profissionais no Rally da Tunísia, quando alcançou a 13ª colocação na classificação geral. Três anos mais tarde, conseguiu patrocínio para abandonar a profissão de mecânico. Com o passar do tempo, mostrou-se especialista nas provas africanas; é bicampeão do Rally da Tunísia, bi do Rally do Marrocos e tri do Rally dos Emirados Árabes.

[por redação: www.webventure.com.br]

10
jan
10

Dunas gigantes marcam 8ª etapa do Dakar

descida das dunas - Foto: David Santos Jr

Etapa 8 (domingo, 10 de janeiro) – Antofagasta / Copiapo
Deslocamento: 96 km
Especial: 472 km
Total do dia: 568 km

[Por André Azevedo - webventure - 10/01/10]

Uma etapa de 568 quilômetros, uma especial de 472 e naquela situação de terminar no acampamento, que nos dá uma tranquilidade. E, após um dia de descanso, os competidores continuarão no deserto do Atacama.

No início de especial, um trecho de pedras, onde os participantes poderão seguir em direção às dunas, que em Copiapó não são tão difíceis como nós achávamos que seriam. Elas são mais altas porque são formadas em cima de montanhas, diferente das dunas que eu encontrei no Saara.

Aqui, no entanto, há dunas em que eu coloco sexta ou sétima marcha na descida, chegando até os 120 ou 130 quilômetros por hora. São dunas gigantes que eu estou encontrando nessa região.

O brasileiro André Azevedo, piloto de caminhão da equipe Petrobras-Lubrax, está em sua 22ª participação no Rally Dakar e comentou, com exclusividade para o webventura, o dia-a-dia do percurso do maior rali do mundo.
Acesse o site www.webventure.com.br e confira o depoimento do piloto brasileiro, André Azevedo.

08
jan
10

Nos quilômetros finais, Cyril Despres vence etapa mais longa do Dakar

Despres garantiu a vitória no final Foto: David Santos Jr./ www.webventure.com.br

O francês Cyril Despres garantiu nesta sexta-feira sua segunda vitória no Rally Dakar 2010. Na especial mais longa da prova, com 600 quilômetros entre as cidades chilenas de Iquique e Antofagasta, o piloto concluiu a prova com o tempo de 6h34min14. O resultado mantém Despres na liderança da classificação geral, com 28h10min13.

A reação foi tardia, mas gerou bons resultados para o francês, que largou na segunda posição e chegou a ocupar a 16ª posição logo no início da prova. Faltando apenas 20 quilômetros para o fim, alcançou a segunda posição e a diferença de dez segundos para Marc Coma, que foi ultrapassado e chegou na segunda colocação.

A diferença para Coma foi de apenas 29 segundos. O espanhol liderou os últimos quilômetros, mas a diferença para seus adversários foi muito pouca, o que deu chance para a reação de Despres. O tempo de Marc foi 6h34min43, que o fez subir provisoriamente da 4ª para a 2ª colocação na classificação geral.

A terceira posição ficou com David Frétigné, com o tempo de 6h39min14. O francês ficou na cola de Marc Coma em uma das parciais da competição, mas acabou cedendo posição ao vencedor da etapa. No geral, ele é o 4° colocado, atrás de Pal Anders Ullevalseter, que garantiu a quinta posição na etapa de hoje, com 6h45min24.

Classificação – Confira a classificação da etapa e a geral após sete etapas dorally Dakar:

1) Cyril Despres – 6h34min14
2) Marc Coma – 6h34min43
3) David Frétigné – 6h39min14
4) Ruben Faria – 6h46min24
5) Pal Anders Ullevalseter – 6h45min24

Geral

1) Cyril Despres – 28h10min13
2) Marc Coma – 29h17min03
3) Helder Rodrigues – 29h30min21
4) Pal Anders Ullevalseter – 29h36min05
5) David Frétigné – 30h16min10

Por Redação Webventure | 08/01/10

08
jan
10

Após abandonos, brasileiros se mantêm no Dakar 2010

Guiga foi o melhor brasileiro no dia Foto: Marcelo Maragni/ www.webventure.com.br

Com apenas cinco veículos ainda na disputa do Dakar, os brasileiros se mantiveram firmes no sétimo dia de prova, que largou de Iquique, com destino a Antofagasta, na especial mais longa da competição, totalizando 600 quilômetros. As motos, após oito horas de disputa, foram as primeiras a completar, com Rodolpho Mattheis e Carlos Ambrósio. Mattheis largou na 32ª colocação, chegou a estar em 22° na metade da especial, mas completou a prova com o 34° melhor tempo, 8h03min04. O tempo desta sexta-feira mantém o piloto na 25ª colocação geral da prova. “É cedo para falar que estou confiante para ganhar a categoria, tem muita coisa pela frente. Só sei que vou continuar rumando nessa direção, pois estou no caminho certo”, declarou Rodolpho. Carlos Ambrósio melhorou duas posições em relação à quinta-feira, e terminou a prova na 41ª posição, com 8h16min34. O resultado fez o brasileiro subir quatro posições na classificação geral, com 37h19min12. Carros – Guilherme Spinelli/ Filipe Palmeiro completaram os 600 quilômetros de prova nesta sexta-feira na 12ª colocação, com 6h57min07. E o melhor resultado entre os brasileiros garantiu uma posição na classificação geral, 8°, atrás de Carlos Sainz em 3h23min35. Jean Azevedo/ Emerson Cavassin terminaram a prova na 18ª posição, com o tempo de 7h28min41. “O começo da etapa de hoje já tinha duna. E o primeiro problema que tivemos foi com o compressor de ar para encher os pneus depois desse trecho. Até tive que usar o estepe. Nos últimos 50 quilômetros, o câmbio travou na terceira marcha. E, para piorar, os freios traseiros também pararam de funcionar”, contou Jean após a prova.

Por Redação Webventure | 08/01/10




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